Não importa
quanto tempo passe ou quanto eu cresça, quantas coisas eu viva, quantas pessoas
e lugares eu conheça. Nunca me esquecerei de que você me proporcionou alguns
dos melhores anos da minha vida. Aprendi a andar, a correr, a cair e a me
levantar - tudo isso com você. Via e ouvia coisas que não entendia, era cheia
dos porquês, e você estava lá, sempre alimentando meus questionamentos. Mais um
passo, mais dúvida, uma pergunta, mais uma resposta, mais um aprendizado.
Entendi o que sou, que língua falo, meus gostos e desgostos ao seu lado. Éramos
tão inocentes e isso era tão bom. Não havia preocupação, era só vida, só
alegria. Mesmo gostando mais de uns e não tanto de outros, todos eram meus
amigos, todos brincavam comigo. Eu era gordinha enquanto outros eram magrinhos,
mas tínhamos praticamente o mesmo tamanho - tanto por dentro quando por fora.
Éramos gigantes, tão grandes quanto a nossa imaginação. Mas também podíamos ser
heróis, monstros, mágicos ou até mesmo da realeza. Nosso objetivo era nos
divertir e nos sujar, e nossa maior vitória era nos esconder e ninguém nos
encontrar. Mas, infelizmente, um dia, não sei quando, tudo isso mudou.
Infância, por que você acabou?
Amor e Morte. É disso que eu sei falar. Pois a gente ama até a morte e morre por amar.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Saudade [3]
Se tem algo que eu realmente odeio sentir é saudade. Por que ela dói. Ela chega de mansinho me ferindo por dentro e quando me dou por mim ela esta transbordando dos meus olhos.
Eu sou dramática de mais. Não queria ser assim.
Sentir saudades de alguém que você gosta é normal. Mas sentir uma louca saudade de um desconhecido que você ama é... estranho(?).
Eu sou intensa de mais. Não queria ser assim.
A saudade que eu sinto é tanta que eu abandonaria tudo o que tenho só para estar com o que não conheço. Não é só saudade, também é curiosidade e desejo.
Eu sou impulsiva de mais. Não queria se assim.
Só sinto isso tão forte agora, por que me neguei a sentir isso antes. Me neguei o doce gosto de querer e ser querida, e agora me entrego por completo a braços invisíveis.
Eu amo de mais. Não queria ser assim.
Mas eu sou.
Eu sou dramática de mais. Não queria ser assim.
Sentir saudades de alguém que você gosta é normal. Mas sentir uma louca saudade de um desconhecido que você ama é... estranho(?).
Eu sou intensa de mais. Não queria ser assim.
A saudade que eu sinto é tanta que eu abandonaria tudo o que tenho só para estar com o que não conheço. Não é só saudade, também é curiosidade e desejo.
Eu sou impulsiva de mais. Não queria se assim.
Só sinto isso tão forte agora, por que me neguei a sentir isso antes. Me neguei o doce gosto de querer e ser querida, e agora me entrego por completo a braços invisíveis.
Eu amo de mais. Não queria ser assim.
Mas eu sou.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
pesadelo ou realidade?
Tenho saudades de alguém que não conheço e de uma vida que não vivi. Absurdo não? Não!
O que é um sonho? Algo que se deseja intensamente ou apenas imagens agradáveis que se passam por trás dos olhos fechados? O oposto de sonho seria realidade ou seria pesadelo?
Na verdade, não me importo muito com nada disso.
Estou bem acordada, de olhos arregalados, na realidade e vivendo um sonho. Um lindo e há muito tempo já sonhado sonho. Um sonho que eu não queria mais sonhar e que (sinceramente?) tinha medo de sonhar. Depois de todos os pesadelos que já passaram pela minha vida, imaginar algo bom e acreditar nisso me parecia improvável... quanto mais viver algo bom.
Me desculpe. Eu sou descrente em vários sentidos, e até agora não acredito que um sonho finalmente é real.
Não te vejo nem te sinto, só te ouço e te leio. Eu quero, mas não consigo acreditar, não consigo me entregar. Os pesadelos ainda me assombram. Por causa deles vivi muito tempo fria e vazia. Mas agora parece que estou me enchendo e aquecendo.
Você me chama de fogo, de tentação e de má. E eu até gosto de ser assim (impossível!). Mas não pense em mim sempre desse jeito. Não quero ser sonho, eu sou realidade. Quero ser seu inferno se você for meu paraíso.
O que é um sonho? Algo que se deseja intensamente ou apenas imagens agradáveis que se passam por trás dos olhos fechados? O oposto de sonho seria realidade ou seria pesadelo?
Na verdade, não me importo muito com nada disso.
Estou bem acordada, de olhos arregalados, na realidade e vivendo um sonho. Um lindo e há muito tempo já sonhado sonho. Um sonho que eu não queria mais sonhar e que (sinceramente?) tinha medo de sonhar. Depois de todos os pesadelos que já passaram pela minha vida, imaginar algo bom e acreditar nisso me parecia improvável... quanto mais viver algo bom.
Me desculpe. Eu sou descrente em vários sentidos, e até agora não acredito que um sonho finalmente é real.
Não te vejo nem te sinto, só te ouço e te leio. Eu quero, mas não consigo acreditar, não consigo me entregar. Os pesadelos ainda me assombram. Por causa deles vivi muito tempo fria e vazia. Mas agora parece que estou me enchendo e aquecendo.
Você me chama de fogo, de tentação e de má. E eu até gosto de ser assim (impossível!). Mas não pense em mim sempre desse jeito. Não quero ser sonho, eu sou realidade. Quero ser seu inferno se você for meu paraíso.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
sonho ou pesadelo?
Hoje eu sonhei um dos pesadelos mais lindos da minha vida. Sonhei com ele. Ou melhor, com a voz dele.
Ele me ligou. Disse que me queria, que me desejava. Ele sentia minha falta tanto quanto eu sentia dele. Disse que me amava, que nunca deixou de me amar. Disse que tentou me esquecer, mas que não conseguiu, pois algo assim é impossível.
Mal sabia ele que o que dizia era exatamente como eu me sentia.
A alegria que me atingiu no momento em que ouvi tais coisas foi tão imensa que eu não cabia dentro de mim mesma, que comecei a pular e a chorar.
Ele simplesmente não tinha idéia de como eu me sentia, do quão infeliz eu estava longe dele, do tamanho da minha saudade.
Não era só desejo, era necessidade o que eu tinha por ele. Cada célula do meu corpo sussurrava seu nome durante os dias, e a noite o que eu ouvia eram gritos de agonia.
A saudade era tanta que doía. Ela realmente dói. Eu sinto um aperto forte do peito toda vez que penso nele. É como se eu sofresse um pequeno enfarto só por evocar sua memória. É o preço que eu pago por amar tanto, por me entregar por inteiro, quando eu me prometi que jamais faria isso.
Mas a minha alegria incontrolável acabou de repente. Sua voz desapareceu, e levou consigo o meu adorável sonho.
O que me restou foi um pesadelo horrendo, onde eu não escutava nada. Sua voz sumiu, e junto dela também se foram todos os sons do mundo.
Eu também não enxergava direito. Antes tudo era tão colorido e brilhante, mas agora as coisas e as pessoas possuíam tons pastéis. Me desespero quando o lado esquerdo da minha visão começa a desbotar, a se distorcer e então a desaparecer também.
Tudo esta indo embora. Ele, minha audição, minha visão, tudo se foi. A esperança que eu nunca deveria ter tido também se foi.
Eu choro. Eu grito. Corro, tropeço e caio.
No meio de todo esse caos o único pensamento que eu tenho em mente é ‘eu preciso ouvi-lo de novo’. Eu precisava ter certeza do que ouvi. Eu precisava confirmar seu amor, ter certeza de que tudo o que ele disse foi real. Eu só precisava ouvi-lo de novo...
Então eu acordo. Fiquei feliz por um único segundo, pensando em qual seria o melhor horário para ligar para ele e terminar nossa conversa. Mas então eu me lembro de que tudo não passou de um sonho, e mergulho em um pesadelo de verdade.
Acordar de algo lindo é simplesmente tenebroso. Quero meu sonho de volta!
Quando me dei conta da minha ‘real’ realidade me entristeci, quase chorei. É indescritível o choque da compreensão de que tudo não passou de um sonho, de que ele nunca me ligou, de que nunca mais ouvi sua voz, de que ele não me disse nada do que sonhei ter ouvido, de que provavelmente ele não me quer, não sente minha falta e não me ama.
Ele me ligou. Disse que me queria, que me desejava. Ele sentia minha falta tanto quanto eu sentia dele. Disse que me amava, que nunca deixou de me amar. Disse que tentou me esquecer, mas que não conseguiu, pois algo assim é impossível.
Mal sabia ele que o que dizia era exatamente como eu me sentia.
A alegria que me atingiu no momento em que ouvi tais coisas foi tão imensa que eu não cabia dentro de mim mesma, que comecei a pular e a chorar.
Ele simplesmente não tinha idéia de como eu me sentia, do quão infeliz eu estava longe dele, do tamanho da minha saudade.
Não era só desejo, era necessidade o que eu tinha por ele. Cada célula do meu corpo sussurrava seu nome durante os dias, e a noite o que eu ouvia eram gritos de agonia.
A saudade era tanta que doía. Ela realmente dói. Eu sinto um aperto forte do peito toda vez que penso nele. É como se eu sofresse um pequeno enfarto só por evocar sua memória. É o preço que eu pago por amar tanto, por me entregar por inteiro, quando eu me prometi que jamais faria isso.
Mas a minha alegria incontrolável acabou de repente. Sua voz desapareceu, e levou consigo o meu adorável sonho.
O que me restou foi um pesadelo horrendo, onde eu não escutava nada. Sua voz sumiu, e junto dela também se foram todos os sons do mundo.
Eu também não enxergava direito. Antes tudo era tão colorido e brilhante, mas agora as coisas e as pessoas possuíam tons pastéis. Me desespero quando o lado esquerdo da minha visão começa a desbotar, a se distorcer e então a desaparecer também.
Tudo esta indo embora. Ele, minha audição, minha visão, tudo se foi. A esperança que eu nunca deveria ter tido também se foi.
Eu choro. Eu grito. Corro, tropeço e caio.
No meio de todo esse caos o único pensamento que eu tenho em mente é ‘eu preciso ouvi-lo de novo’. Eu precisava ter certeza do que ouvi. Eu precisava confirmar seu amor, ter certeza de que tudo o que ele disse foi real. Eu só precisava ouvi-lo de novo...
Então eu acordo. Fiquei feliz por um único segundo, pensando em qual seria o melhor horário para ligar para ele e terminar nossa conversa. Mas então eu me lembro de que tudo não passou de um sonho, e mergulho em um pesadelo de verdade.
Acordar de algo lindo é simplesmente tenebroso. Quero meu sonho de volta!
Quando me dei conta da minha ‘real’ realidade me entristeci, quase chorei. É indescritível o choque da compreensão de que tudo não passou de um sonho, de que ele nunca me ligou, de que nunca mais ouvi sua voz, de que ele não me disse nada do que sonhei ter ouvido, de que provavelmente ele não me quer, não sente minha falta e não me ama.
sábado, 20 de março de 2010
Saudade [2]
Queria tanto ter você aqui comigo sempre meu. Todo meu. Mas eu não tenho nada disso. Tenho tudo ao contrario E é por isso que eu me lamento. Eu choro. E tenho espasmos pelo meu corpo.
Como eu luto para não acordar. Meus sonhos são meus paraísos. E você esta em todos eles. Até hoje só tive um pesadelo com você. Mas ele não eclipsa os sonhos bons.
Já perdi a conta dos dias que não te vejo. Mas eles não significam mais do que os dias em que ficamos juntos – dias esse que eu conto nos dedos de uma só mão.
Você não tem idéia do quanto eu te desejo. Te quero. Necessito de você. Te preciso a todo momento. Te desejo em cada pensamento.
Literalmente, dói sentir sua falta. Sinto na pele. No peito. A sinto se movendo dentro de mim. Sua falta me contorce. Me machuca. E se multiplica.
Minha cura é você. E não só por um momento. Minha cura é você para sempre. Por isso eu queria ter você aqui comigo.
Como eu luto para não acordar. Meus sonhos são meus paraísos. E você esta em todos eles. Até hoje só tive um pesadelo com você. Mas ele não eclipsa os sonhos bons.
Já perdi a conta dos dias que não te vejo. Mas eles não significam mais do que os dias em que ficamos juntos – dias esse que eu conto nos dedos de uma só mão.
Você não tem idéia do quanto eu te desejo. Te quero. Necessito de você. Te preciso a todo momento. Te desejo em cada pensamento.
Literalmente, dói sentir sua falta. Sinto na pele. No peito. A sinto se movendo dentro de mim. Sua falta me contorce. Me machuca. E se multiplica.
Minha cura é você. E não só por um momento. Minha cura é você para sempre. Por isso eu queria ter você aqui comigo.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Saudade
E eu morro.
Aos poucos desfaleço...
Sem ti não como.
Sem ti não bebo.
Sem ti não vivo.
E eu morro.
Aos poucos desfaleço.
Aos poucos desfaleço...
Sem ti não como.
Sem ti não bebo.
Sem ti não vivo.
E eu morro.
Aos poucos desfaleço.
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